Um dos maiores símbolos do rádio, José Carlos Araújo, o verdadeiro Garotinho, tem uma longa história com o Botafogo. Antes de se tornar um dos principais narradores da história, ele foi repórter e cobriu, para a Rádio Globo, o dia a dia em General Severiano por nove anos, na década de 60.

Nesse período, Garotinho acompanhou a época dourada do Botafogo, com o bicampeonato do Campeonato Carioca em 1967 e 1968 e a Taça Brasil de 68. E fez amizade com diversos personagens da história alvinegra. O radialista revelou ter linhagem alvinegra, por parte de pai e por parte de mãe.

– Meu pai tinha oito irmãos, minha mãe tinha oito irmãos, todo mundo torcendo pelo Botafogo. Não tinha ninguém que não fosse botafoguense. Daí minha identificação com o Botafogo, coincidentemente por ter trabalhado nove anos como repórter em General Severiano – contou José Carlos Araújo ao podcast do site do ídolo Nilton Santos.

Por conta da proximidade que havia com os jogadores no dia a dia dos treinamentos, Garotinho se tornou muito amigo de jogadores como Zagallo e o próprio Nilton Santos, a quem ele chamava de “Titio”.

– O Nilton era um cara devagar, muito tranquilo, prestigiava os mais humildes, como o Bento Mariano, massagista, Bartolomeu, porteiro… Era chamada de “Titio” até pelo jeito manso dele. Ele cuidava do Garrincha como se fosse filho dele. Nilton Santos e Botafogo estão marcados. Foi uma época muito marcante na minha vida profissional – recordou Garotinho, atualmente na Rádio Tupi.

Gol histórico de Nilton Santos
Garotinho também relembrou um gol histórico de Nilton Santos, na vitória da Seleção Brasileira sobre a Áustria, na Copa de 1958. Na época, subir ao ataque para um jogador de defesa era considerado algo raríssimo, e a Enciclopédia do Futebol revolucionou o esporte.

– Eu estava no Colégio Pedro II, no ensino médio. O Nilton foi o mais romântico de todos os jogadores que conheci no futebol, principalmente como zagueiro. Aquele gol ficou marcado, tinha transmissão de várias locutores. Não é à toa que era chamado de Enciclopédia pelo Waldir Amaral. Poucas vezes ele avançava, era a intuição do craque que fazia ele avançar no momento certo – disse.

Ouça a entrevista com José Carlos Araújo:

Fonte:Podcast do site do Nilton Santos