Patrocinadores, salários e S/A: vice de finanças explica como coronavírus afeta e preocupa o Botafog

Patrocinadores, salários e S/A: vice de finanças explica como coronavírus afeta e preocupa o Botafogo

A pandemia de coronavírus traz impactos na vida e na saúde nas pessoas, mas também na economia global. No Botafogo não é diferente. A doença gera preocupação na área financeira do clube, que tem que lidar com menos receitas e continuar pagando as despesas.

Um alívio é que a Procuradoria-Geral da Fazenda suspendeu por 90 dias ao atos de cobrança da dívida ativa da União. O Botafogo deve R$ 23,8 milhões. Porém, há outros compromissos que não serão interrompidos.

– A medida da Procuradoria dá um fôlego e ajuda um pouco. Vamos ver as medidas que vão ser propostas. Acredito que elas venham para ajudar, mas não tenho ideia se vão resolver 100% dos problemas. Temos que negociar com os fornecedores. Se não estou exibindo a marca (dos patrocinadores) na camisa, em tese, poderiam dizer que não vão pagar. É muito preocupante. A curto prazo temos que sentar e ver o que fazer. Não é a estratégia de um ou outro clube. Não existe solução única – admitiu o vice-presidente de finanças do Botafogo, Luiz Felipe Novis, ao site “Globoesporte.com”.

Botafogo perdeu o patrocinador master Azeite Royal, que desfez os contratos no esporte. A preocupação vai além, passando pelo pagamento de salários e chegando até a S/A, projeto para tornar o futebol em clube-empresa.

– Não tendo receitas não tem como cumprir com as obrigações. Quem fala que tem planejamento ou que sabe o que fazer está mentindo. Ninguém sabe. Não existe solução, porque ninguém vai criar receita do nada. A parte mais sensível dessa mudança que afeta o cenário econômico é provocar algum tipo de atraso no projeto da SA (clube-empresa). A fase da captação sempre torna-se mais incerta. Os trabalhos continuam, claro, mas a gente não sabe como vai ser o comportamento dos investidores. Nessa área traz alguns problemas – completou o dirigente.

Fonte: Globoesporte.com