Engenheiro da Greenleaf atenta para número excessivo de jogos no Nilton Santos

 Engenheiro da Greenleaf atenta para número excessivo de jogos no Nilton Santos
Segundo dados apurados em conjunto com o Espião Estatístico do @globoesportecom, o Independência será palco do 50º jogo em 2018 de um time profissional de Série A. O gramado do Maracanã já recebeu 41 partidas e o Nilton Santos vem em seguida com 32 jogos

O 'Engenhão' ainda recebeu outros jogos na temporada de times de menor investimento, como a semifinal da Taça Guanabara entre Bangu x Boavista e a decisão da B1 entre America x Americano além de confrontos da equipe sub-20 

Em contato com o engenheiro agrônomo da Greenleaf, empresa responsável pela manutenção do gramado do Nilton Santos, Paulo Azevedo afirmou que os funcionários vem utilizando equipamentos de última geração para diminuir os impactos da sequência exorbitante de jogos na temporada

Paulo Azevedo: "Utilizamos os equipamentos mais modernos do Brasil e no mundo. Realmente o excesso de jogos sobrecarrega bastante o gramado. Há um limite para uma boa sobrevivência da grama. É necessário espaço para o campo se recuperar."

Paulo Azevedo: "Não vejo necessidade de jogar fora do estádio, mas precisamos diminuir o número de partidas no estádio. Tivemos confrontos de outras categorias além de uma partida preliminar na última semana, que não estava na programação. Infelizmente convivemos com isso."

Paulo Azevedo: "O nosso calendário é muito exaustivo. É um sacrifício para todas as partes cumprir as tabelas assim como para o gramado resistir. No Rio, nem todos os clubes têm seus estádios. O Maracanã também está sobrecarregado. É uma absurda quantidade de jogos"

Paulo Azevedo: "As áreas mais sacrificadas são as centrais. Estamos trabalhando para reparos, adubação e descompactação da grama. Nosso foco é o nivelamento do campo. Será importante para não prejudicar o jogo e evitar que os atletas tenham lesões"

Paulo Azevedo, da Greenleaf: "O problema da falta de luz (natural) ocorre principalmente nas arenas para a Copa. Temos um problema sério na parte norte do gramado entre junho a agosto. Parte do campo fica sem Sol. Para nossa grama tropical é ruim." (CONT)

Paulo Azevedo, da Greenleaf: "Temos usado luz artificial que ajuda, mas não é solução total para o problema. Usamos também grana de inverno, que minimiza esse problema da falta de Sol nesses três meses.

Paulo Azevedo, da Greenleaf: "O nosso grande problema é a quantidade de jogos. No calendário europeu, dificilmente um time joga mais de duas ou mais vezes em casa no mês." 

Fonte: Twitter do repórter Renan Moura, da Rádio Globo