Análise Itaú BBA, relatório mostra gestão pés no chão no Botafogo, mas cobra ainda mais austeridade

 Análise Itaú BBA, relatório mostra gestão pés no chão no Botafogo, mas cobra ainda mais austeridade
Estudo sobre finanças do futebol brasileiro mostra dificuldade do clube para fechar as contas

O Botafogo está em situação financeira bastante delicada, segundo mostra a análise anual do Itaú BBA sobre as contas dos clubes brasileiros. Por mais que em 2017 o clube tenha feito uma "gestão equilibrada e controlada", o futuro será difícil para o Botafogo.

"Fica cada vez mais difícil imaginar como o clube fará para se livrar das dificuldades e da pressão de caixa que se avizinha", dizem os analistas. "Em 2017 todas as fichas surgiram na mesa: pagamento elevado de impostos atrasados, investimentos, compensação de adiantamentos realizados no passado" E o clube só fechou as contas do ano graças a adiantamentos.

 Receitas e dívidas do Botafogo — Foto: infoesporte

O custo do futebol do Botafogo subiu pouco – foi de R$ 90 milhões em 2016 para R$ 102 milhões em 2017, ano em que disputou a Libertadores – e impactou menos nas contas do ano.

O Botafogo gastou 54% de sua arrecadação com futebol em 2017, menos do que os 70% do ano anterior.

Ainda assim, foi pouco. As dívidas voltaram a subir (de R$ 692 milhões para R$ 721 milhões), o que levou os analistas do Itaú BBA a fazerem uma previsão pessimista:

"O problema é o tamanho da dívida em relação à capacidade de pagamento. Quando começar a vencer os Impostos, pode haver dificuldade para o clube."

A receita recomendada para o Botafogo sair do buraco em que se meteu e enfrentar os desafios que se aproximam é ainda mais austeridade.

O estudo da situação financeira dos clubes nacionais divulgado ano a ano pelos analistas do Itaú BBA abre sua avaliação relativa a 2017 alertando que se repete um ciclo de "mais dinheiro, mais gastos, nenhuma preocupação com o futuro". O relatório deste ano, divulgado com exclusividade pelo Globoesporte.com, diz que "seguimos esta jornada nos repetindo e andando em círculos".

De modo geral, a análise chama atenção para o fato de "despesas e custos continuarem crescendo e ocupando o salto de receitas", ao passo que "investimentos gerais não mudaram muito, nem as dívidas. E lembra: "O Profut começará a vencer, as regras de distribuição de direitos de TV mudarão, e isso vai pressionar o fluxo de caixa dos clubes em 2019".

FONTE; GLOBO.COM