Defesa aberta, ataque em baixa e vitórias em escassez, bater o América é urgente para pressionado

 Defesa aberta, ataque em baixa e vitórias em escassez, bater o América é urgente para pressionado Botafogo
Após a parada da Copa do Mundo, time marcou apenas oito gols em 14 jogos e sofreu 22; no returno, levou oito em cinco partidas

Rodrigo Lindoso, um dos líderes do elenco alvinegro, disse em coletiva concedida na quinta-feira: "Precisamos da vitória". E, de fato, o Botafogo precisa mais do que nunca. Triunfos têm sido escassos, o sistema defensivo não funciona como antes, e o ataque apresenta números desanimadores.

Fazia tempo que a obrigatoriedade de uma vitória não ficava tão escancarada em General Severiano. No 15º lugar, o time tem a segunda pior defesa do returno (oito gols sofridos) - à frente apenas da Chapecoense, que sofreu nove - e marcou apenas três vezes no mesmo período.

Além do momento negativo, a pressão cresce a cada dia. Na quinta-feira, um grupo de 15 alvinegros foi ao Nilton Santos com o intuito de conversar com os atletas. Não teve o pedido atendido e prometeu protestos em caso de novos resultados ruins. Após o momento de tensão, Lindoso concedeu coletiva, mostrou entender o descontentamento da torcida, mas lembrou que o Botafogo tem exemplos a seguir no próprio 2018.

- Claro que o torcedor tem razão de estar chateado conosco. Fizemos um ano muito bom no ano passado. Em 2018, tivemos a eliminação na Copa do Brasil, mas demos a volta por cima com o título carioca. Tivemos bom início no Brasileiro até a parada pra Copa - argumentou.

De fato a campanha não era ruim antes do Mundial da Rússia. Ocupava a nona colocação, com 17 pontos (cinco acima da zona de rebaixamento) e tinha 47,2% de aproveitamento. Hoje o panorama é bem diferente. São 26 pontos somados (aproveitamento de 36,1%).

A queda do sistema ofensivo que chama bastante atenção. Antes da Copa, a média era de 1,25 gol por partida (40 em 32 jogos). Depois, caiu drasticamente: foram oito gols em 14 confrontos (0,57). O time passou a sofrer mais defensivamente também. A média antes de a França conquistar o bi mundial era de 1,15 gol sofrido por duelo (37 em 32). Aumentou para 1,5 (21 em 14).

A ineficiência do ataque alvinegro também é mostrada no pós-Copa pelo número baixo de gols anotados por jogadores que atuam no setor. Dos pouquíssimos oito feitos pela equipe, apenas três foram de atacantes: dois de Luiz Fernando e um de Aguirre. Luiz, aliás, divide a artilharia no período com um volante. Rodrigo Lindoso também marcou dois. Marcinho, Valencia e Carli são os outros que foram às redes a partir de julho.

O pós-Copa do Botafogo é marcado por oito derrotas, três empates e apenas três vitórias - aproveitamento de 28,5%. São 21 gols sofridos e apenas oito marcados. Vencer o América é necessário para o Botafogo voltar a olhar para cima e esquecer luta contra rebaixamento. É urgente.


FONTE; GLOBO.COM